Supernovas

Foi através da observação de supernovas tipo Ia (SN Ia) distantes que dois grupos de astrônomos constataram a expansão acelerada do Universo. Para que esta aceleração na expansão ocorra, faz-se necessária alguma forma de energia. Como não temos ideia de sua natureza, resolveu-se denominá-la de “energia escura”, da mesma forma que se chamou de “matéria escura” a outra componente importante do Universo de natureza ainda desconhecida. Usando supernovas Ia podemos avaliar o tamanho do Universo na época da explosão da SN Ia e sua distância até nós. De posse destes elementos podemos estimar a época que a SN Ia explodiu.

A distância da SN Ia – Uma propriedade importante deste tipo de estrela é que o brilho máximo atingido na explosão é aproximadamente o mesmo para toda a classe. Assim, temos uma chamada “vela padrão” para medir distâncias em escalas astronômicas muito grandes. Uma forma de vermos este efeito em nosso cotidiano, seria o de termos 2 lâmpadas de igual potência situadas a distâncias diferentes. Se uma delas apresenta um brilho quatro vezes maior que outra, sabemos que ela deve estar duas vezes mais próxima de nós do que a outra.

O tamanho do Universo na época da explosão da SN Ia – Esta determinação é feita através da observação do espectro da estrela, para medir o seu “desvio para o vermelho” (redshift), que é causado justamente pela expansão do Universo desde a explosão da estrela até a chegada a nós do brilho desta explosão, o que pode levar vários bilhões de anos. Quanto maior foi a expansão do Universo, maior é o desvio para o vermelho medido no espectro de uma SN Ia.

O resultado que se encontra é que estas supernovas “parecem” ter um brilho máximo na explosão da ordem de 25% menor do que o esperado se o Universo estivesse se expandindo a taxa constante.

A expectativa do levantamento DES é de detectar nas suas imagens aproximadamente 3000 SN Ia. Haverá o monitoramento de regiões pré-estabelecidas que serão visitadas com intervalos de tempo menor do que uma semana.